Nem tudo são flores quando se faz teatro, principalmente quando se faz uma faculdade de teatro. As vezes você se esforça durante horas, cansa, toma um banho de suor, enfrenta dores físicas, seus limites, e tudo que consegue ouvir são críticas ou que você não está nem perto de chegar onde deveria.
Ás vezes estar no teatro é pura frustração, ouvir que sua voz não chegou onde deveria, que ela não alcançou o que se espera. Que seu corpo não está proporcional, que seu trabalho interpretativo parece não existir. Sim, frustração, tristeza e desânimo, as críticas conseguem deixar você e sua mente assim. E você para e se pergunta: porra, o que eu estou fazendo aqui? Será que eu sou bom o suficiente? Momentos de ruptura, momentos em que você se pergunta se tem força, se vale a pena continuar. E nada mais satisfatório do que responder sim, do que não querer desistir.
Faz apenas um ano que retomei meu caminho artístico, apenas um ano que trabalho esse corpo, já não mais tão jovem, e enfrento os milhares de desafios provocados pela minha voz, músculos, rosto, mente, sentimentos e principalmente, as outras pessoas. É bom ser desafiado pelos outros, melhor ainda ser desafiado por si mesmo. Se não consegui alcançar o necessário dessa vez, quem sabe amanhã? Chega um ponto em que é melhor esquecer e descansar hoje, para batalhar melhor amanhã. E vamos que vamos.