quarta-feira, 8 de abril de 2015

Energias

Para ser do teatro é preciso vencer o corpo. Não apenas a preguiça que impera nos tempos atuais, assim como o ócio que se cria e se perde entre smartphones e redes sociais. É realmente necessário ultrapassar as barreiras dos seus corpos, impulsionar os limites a um lugar mais distante. Limites das articulações, limites dos músculos e limites da própria mente. Ficar exausto e esgotado é a palavra quando se trata de trabalho sério, de corpo, de voz, é dar tudo de si. Se for diferente, não é possível realmente ser.

O Teatro pede mais. O teatro quer mais, ele necessita da entrega, do seu suor, de cada parte da sua energia. E falando em energia, essa não se trata apenas da engrenagem que faz a máquina funcionar. A energia no teatro se iguala a essa energia que se despende entre as pessoas. O teatro é uma arte do coletivo, criações individuais a parte. E isso tem ficado bem claro na minha convivência com o coletivo. Nas últimas semanas as pessoas tem parecido exauridas, suas energias complexificadas entres tantos sentimentos, sensações e emoções. Parece que tudo virou um emaranhado de coisas obscuras. As novas amizades, os novos sujeitos de desejos, as expectativas, as frustrações, os problemas pessoais, isso tudo em um cenário de adoecimento geral das pessoas em Fortaleza. Fico me perguntando qual o melhor caminho para manter minha energia e ser uma boa presença para os meus colegas. Confesso que não sei onde está a resposta.

Entre exaustão, doenças e suor, eu não voltaria atrás.

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